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Samu recebeu mais de 30 mil trotes no mês de janeiro

Mesmo com todo o esforço por parte das autoridades, a equipe de regulação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) continua tendo o seu trabalho prejudicado por conta do alto número de trotes ao número 192.
Em 2013, das mais de 700 mil ligações recebidas por todas as unidades do Estado no ano, 547 mil foram alarmes falsos. Neste ano, os números seguem preocupando os atendentes pois, só em janeiro, a Central de Maceió recebeu 41.605 ligações. Destas, lamentavelmente, 30.956, cerca de 74% do total, foram de trotes.
Médica plantonista da central de regulação do Samu, Marta Valente, se mostrou bastante preocupada com a situação e os altos índices de alarmes falsos registrados no começo do ano. A médica enfatizou a seriedade do serviço que é prestado pela Urgência, e fez mais um apelo à sociedade para a diminuição dos números neste tipo de caso.
“É algo que infelizmente continua acontecendo, apesar de todas as campanhas de conscientização que são feitas junto a sociedade. As pessoas precisam ter consciência de que o Samu é algo que beneficia as pessoas, que mexe com a vida de seres humanos, e não pode ser tratada desta forma. Muitas crianças ligam, mas é incrível como adultos também ligam, manipulam as informações, nos fazem sair da base, pra não realizar nenhum atendimento”.
Em abril de 2013, o Governo de Alagoas regulamentou a Lei nº 7.389/12, que cobra ressarcimento àqueles que passam alarmes falsos para o Samu, além do Corpo de Bombeiros e as Polícias Civil e Militar de Alagoas. Segundo o texto da nova Lei, os autores de trotes terão que ressarcir o Estado via “cobrança na fatura de serviços telefônicos, por despesas decorrentes do acionamento indevido dos serviços telefônicos de atendimento de emergência.
“Todos os números que ligam para o Samu, ficam gravados na nossa central. Ocupar uma linha de emergência é crime, você está tirando o atendimento de alguém que pode estar correndo risco de vida. É preciso que as pessoas parem com esse tipo de conduta – concluiu Marta Valente.
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