Internacional
Mídia: novo chefe do Comando Indo-Pacífico dos EUA apresenta estratégia para lidar com a China
O general Ronald Clark afirmou à mídia norte-americana que "tempos extraordinários" exigem forças terrestres ágeis, novos sistemas de mísseis e uma maneira diferente de pensar já que, segundo ele, o "comportamento agressivo" da China tornou o ambiente mais perigoso.
Em entrevista ao The Wall Street Journal, o comandante das Forças Armadas dos EUA, com 37 anos de serviço e supervisão de 106.000 militares, destacou os tempos extraordinários que vivemos e as ações surpreendentes dos adversários. Ele mencionou as manobras militares da China para um potencial bloqueio a Taiwan, algo inimaginável cinco anos atrás, mas agora comum.
A China reivindica Taiwan como seu território e não descarta o uso da força para tomá-lo, realizando exercícios militares que simulam um bloqueio e intensificando a pressão na "zona cinzenta" ao redor de Taiwan. O comandante do Exército do Pacífico dos EUA está atento a essas manobras, que permitem entender como o Exército de Libertação Popular (ELP) poderia conduzir um bloqueio ou invasão anfíbia.
A China, sob o presidente Xi Jinping, está aumentando seu poderio militar rapidamente, transformando-se no rival mais formidável dos EUA. Críticos apontam que os EUA têm sido lentos em responder, com estaleiros lutando para acompanhar o ritmo e com a indústria norte-americana de defesa incapaz de sustentar uma luta prolongada.
As capacidades chinesas, incluindo o seu arsenal de mísseis em expansão, visam bloquear o acesso das forças norte-americanas a áreas críticas do Indo-Pacífico. Em caso de conflito, Pequim tentaria impedir que navios de guerra e aeronaves dos EUA se juntassem à luta, tornando esses espaços perigosos para eles.
Segundo o oficial, o Exército dos EUA está criando novas unidades ágeis para operar em territórios da linha de frente, incluindo a primeira cadeia de ilhas. Essas forças se dispersariam, atingiriam alvos chineses, coletariam informações e criariam aberturas para as forças aéreas e navais dos EUA manobrarem. Duas dessas unidades já foram constituídas para o Indo-Pacífico, com uma terceira em desenvolvimento.
Para apoiar essas unidades, o Exército está implantando novos sistemas de mísseis, como o Typhon, capaz de perseguir navios, aeronaves e alvos terrestres inimigos até a China continental. O Exército enviou essa plataforma para as Filipinas, acompanhada por soldados norte-americanos, recebendo críticas de Pequim.
"Se isso os fizer hesitar, se os fizer pensar duas vezes, se os fizer adiar qualquer pensamento que tenham sobre algum tipo de ação agressiva contra Taiwan que resulte em alguma forma de reunificação, que seja", disse Clark.
A China tem vantagens, como a proximidade, tornando qualquer grande combate na região favorável para ela. Clark vê uma oportunidade de contornar isso com uma agenda lotada de exercícios militares e atividades para fortalecer parcerias, garantindo que as forças norte-americanas já estejam presentes em caso de conflito.
Recentemente, durante os exercícios Balikatan, soldados e fuzileiros navais norte-americanos, juntamente com forças filipinas e australianas, praticaram formas de repelir uma invasão anfíbia no mar do Sul da China. As Filipinas têm enfrentado táticas agressivas da China, como abalroamento de navios e ameaças a marinheiros, destacando o nível crescente de perigo da região.
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