Internacional
Kremlin diz que pressionar a Rússia por um cessar-fogo na Ucrânia é inútil
Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comenta as novas ameças de sanções da Europa, caso Moscou rejeite o cessar-fogo de 30 dias demandado por Kiev, afirmando que a Rússia é historicamente resistente quando se trata de pressão.
Pressionar a Rússia para resolver o conflito ucraniano é inútil, já que Moscou tem uma posição sobre o cessar-fogo e irá avaliar a trégua de 30 dias proposta por Kiev, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, neste sábado (10),
A declaração foi dada em entrevista à CNN, após ser questionado se acreditava que a Rússia havia sido encurralada pela ameaça europeia de novas sanções, caso rejeitase um cessar-fogo de 30 dias demandado pelo ucraniano Vladimir Zelensky.
"Não, acho que não", respondeu Peskov.
Ele destacou que o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou recentemente um cessar-fogo de três dias para marcar o 80º aniversário da vitória na Grande Guerra Patriótica.
"Vocês ouviram alguma reação de Kiev? Não. Nós também não ouvimos. Vocês ouviram alguma crítica a Kiev por não ser capaz ou não estar disposto a responder? Não. Então, se Kiev está disposto a um cessar-fogo, por que não um cessar-fogo de pelo menos três dias?", perguntou Peskov.
Ele acrescentou que Moscou tem sua própria posição e irá considerar a proposta de trégua de 30 dias, e que a Rússia está acostumada a estar em desacordo com a Europa, mas é historicamente resistente quando se trata de qualquer tipo de pressão.
"Se você olhar para a história, verá que a Rússia resiste à pressão. Estamos abertos ao diálogo, a tentativas de chegar a um acordo. Acolhemos os esforços de mediação", disse o porta-voz do Kremlin.
Mais cedo neste sábado, o presidente francês, Emmanuel Macron, assim como o chanceler alemão, Friedrich Merz, e os primeiros-ministros britânico e polonês Keir Starmer e Donald Tusk, chegaram a Kiev para uma reunião da chamada coalizão dos dispostos. Anteriormente, em uma declaração conjunta, eles ameaçaram a Rússia com novas sanções, caso Moscou não aceitasse os termos de cessar-fogo da Ucrânia.
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